Como nutricionista oncológica, eu não costumo classificar um alimento apenas pela sua fama isolada de “saudável” ou de “vilão”. Na prática, o meu olhar é sempre voltado para o que a ciência e a evidência nos mostram sobre risco, frequência de consumo, quantidade e grau de processamento de cada produto.

É por isso que, durante uma ida ao supermercado, existem alguns produtos que eu simplesmente não colocaria na rotina alimentar. Outros até podem entrar, desde que não ocupem um espaço maior do que deveriam no prato.

Isso vale especialmente quando o assunto é a prevenção do câncer. Para prevenir doenças crônicas, não basta olhar para um único ingrediente de forma isolada ou se culpar por uma refeição que saiu da curva em um final de semana. O que realmente pesa na balança da saúde é o padrão alimentar, aquilo que se repete semana após semana, mês após mês.

Se eu pudesse sugerir uma única mudança imediata no seu carrinho de compras hoje, visando a proteção das suas células e a prevenção do câncer, provavelmente começaria pela exclusão dos embutidos (como salsicha, presunto, peito de peru, linguiça e salame). Reduzir o consumo de carnes ultraprocessadas é um dos passos mais bem documentados pela ciência para diminuir os riscos oncológicos.

Suas escolhas diárias importam. Como está o padrão alimentar do seu carrinho de compras hoje?

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Por Dra. Socorro Coêlho, nutricionista oncológica.

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