Fevereiro Laranja: Mês de Combate à Leucemia

Começou fevereiro, o mês de conscientização do combate à leucemia e da importância de se tornar um doador de medula óssea. 

É a campanha Fevereiro Laranja, sobre leucemia, uma doença maligna, que surge nas células do sangue e, assim, ataca todo o organismo e pode acometer desde crianças até idosos.

Com a base nos Registros de Câncer e no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS), o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, estima a incidência de 5,61 novos casos de leucemia para cada 100 mil homens e 3,14 para cada 100 mil mulheres no Brasil em 2020.

A campanha de diagnóstico precoce salva vidas, já que o câncer diagnosticado em fase inicial apresenta taxa de cura mais alta e com tratamento menos intenso.

Em casos de crianças, este diagnóstico precoce eleva a taxa de cura nos pacientes. Chega a ser superior a 80%, desde que a doença seja diagnosticada em fase inicial. 

Portanto, fica o alerta, assim como o apelo para a doação de medula óssea. Se você puder, doe! 

O açúcar da fruta é melhor que o açúcar refinado?

Muito se fala sobre fazer “detox de açúcar”, de como o açúcar refinado é prejudicial para a saúde e, até mesmo, dos efeitos do açúcar da fruta. Mas será que existem muitas diferenças entre os dois tipos?

Frutas são alimentos essenciais para qualquer dieta (emagreça com o Tecnonutri) . Fontes de fibras, vitaminas e energia (carboidratos complexos), elas são muito nutritivas. Mas, parte essencial de sua composição é também o açúcar, mais especificamente a frutose, seu adoçante natural.

Em contrapartida, o chamado “açúcar refinado” é aquele processado a partir do melado da cana-de-açúcar ou do açúcar mascavo, também extraído da cana. Durante seu processamento, há a perda de suas vitaminas e minerais importantes. Portanto, ele se torna um alimento com calorias vazias, sem nutrientes.

Assim, a frutose coexiste com demais nutrientes importantes na composição das frutas. O açúcar refinado, em contrapartida, é um alimento de calorias vazias, ultraprocessado quimicamente.

Portanto, o açúcar da fruta é tão ruim quanto o açúcar refinado?

De modo geral, não. Afinal, o açúcar das frutas – a frutose, acompanha outros nutrientes importantes para a saúde. Entretanto, especialistas reiteram: tudo depende da quantidade ingerida. Ainda, a quantidade ideal também é algo que varia conforme o organismo e a saúde de cada um. Por exemplo, um paciente de diabetes ou outra condição em que seja necessário monitorar a ingestão de carboidratos e açúcares, até mesmo a frutose pode ser prejudicial quando consumida em excesso.

Alimentos ricos em frutose

A frutose está presente naturalmente em alimentos como frutas, ervilhafeijãobatata docebeterraba e cenoura, não causando problemas para a saúde.

Porém, alimentos industrializados ricos em frutose devem ser evitados, como refrigerantes, molhos industrializados, chocolates, alguns tipos de pães, salsicha e presunto. Além disso, é preciso estar atento aos rótulos e evitar o consumo excesso de alimentos que contenham frutose, xarope de frutose ou xarope de milho na sua composição.

Por fim, é importante reforçar que as frutas são importantes para a saúde e, por isso, devem ser incluídas na alimentação. No entanto, por conta da frutose, para algumas pessoas é importante maneirar no consumo desses alimentos – principalmente quem sofre com diabetes e outros problemas relacionados ao açúcar. Lembre-se: o segredo para tudo é manter o equilíbrio e consumir com moderação.

Saiba como diminuir a ansiedade por meio da alimentação saudável

Este mês é celebrado o “Janeiro Branco”, campanha voltada a conscientização sobre a importância da saúde mental. Assunto que se mostra ainda mais relevante para o nosso país, que possui a maior taxa de pessoas com ansiedade do mundo e é o quinto em casos de depressão. Cerca de 9,3% dos brasileiros possuem algum tipo de transtorno de ansiedade e 5,8% convivem com a depressão. Os fatores que impulsionam o desenvolvimento destes distúrbios em nossa população são vários, indo da preocupação com a pandemia de covid-19 até a apreensão gerada pelas turbulências econômicas e políticas. Até mesmo a virada de ano acaba estimulando o surgimento das sensações de inquietude e agonia, que geralmente estão relacionadas as frustrações do ano anterior e as expectativas e incertezas quanto ao ano que se iniciará.

Segundo o clínico geral Lucas Penchel, alguns dos sintomas causados pela ansiedade como, por exemplo, o estresse, insônia, fadiga e irritação podem levar as pessoas a comerem de forma desregrada e exagerada, o que na maioria das vezes, resulta no aparecimento de outros problemas de saúde. “O consumo de açúcar e gordura estimula a liberação dos hormônios da endorfina e serotonina nas correntes sanguíneas, proporcionando bem-estar e relaxamento quase que imediato a nossos organismos. Com o passar dos anos, esse tipo de alimentação pode influenciar no aumento de peso e na construção de quadros de hipertensão, diabetes, gastrite, obesidade, refluxo, entre outros. Por estes motivos é essencial que os pacientes entendam a relação entre alimentação e ansiedade e assim adotem novos hábitos, introduzindo em suas dietas pratos saudáveis e nutritivos, que tragam boas sensações e ajudem a minimizar os sinais do distúrbio”, destaca.

Uma alternativa para os fãs de doces é fazer a substituição por alfarroba, um fruto do qual é possível fazer barrinhas ou creme com aroma e sabor semelhantes aos do chocolate. “É uma opção pouco calórica e rica em magnésio, polifenóis e antioxidantes que auxiliam na prevenção ao envelhecimento precoce. Outros alimentos que possuem magnésio e cálcio e ajudam a acalmar o nosso organismo, assim como a alfarroba, são a soja, nozes, iogurte desnatado, sardinha, salmão, brócolis e couve”, recomenda.

Outro nutriente que colabora no controle da ansiedade é a vitamina C, presente em frutas cítricas, como a laranja, tangerina e limão. “Elas contribuem para a diminuição da produção do hormônio cortisol, que é liberado em situações de estresse, promovem o funcionamento eficiente do sistema nervoso e elevam a sensação de bem-estar”, indica.

De um modo geral, os alimentos ricos em ômega 3, fibras, vitamina D, probióticos e triptofano – aminoácido encontrado em carnes, frango, peixes, ovos e também no chocolate – são essenciais para aperfeiçoar a função cerebral, aumentar a produção de serotonina, melhorar o humor, regular a flora intestinal e os níveis de açúcar no sangue, dar energia e disposição, majorar a sensação de saciedade e controlar os níveis de ansiedade. “Também recomendo o consumo dos chás verde, camomila, erva-doce, cidreira e hortelã, que cooperam no processo de digestão e são calmantes naturais. Eles devem ser consumidos sem a adição de açúcar”, ressalta.

De acordo com Lucas Penchel, a alimentação saudável pode ser definida com a ajuda de um bom nutricionista ou nutrólogo. “Ela também deve ser combinada a prática de atividades físicas e ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A ansiedade em excesso demanda o auxílio de profissionais capacitados, pois somente eles poderão fazer o diagnóstico e recomendar o tratamento adequado para cada paciente, podendo abarcar o uso de medicamentos específicos e terapias distintas”, conclui.

(FONTE: Jornal do Brasil)

Vale comer nozes o ano inteiro, não só no Natal

Até pouco tempo atrás, comer nozes não era muito popular no Brasil. Seu consumo era limitado aos quitutes preparados no Natal. Mas o fato é que os benefícios atribuídos a elas têm estimulado o aumento da procura e da ingestão nos outros meses do ano. Ainda bem!

Nozes são frutas de caroço arredondadas, com semente única e uma casca dura e enrugada, podendo ser consumidas cruas, como um lanche entre as refeições, ou adicionadas a diferentes receitas.

Elas possuem características antioxidantes que vêm, principalmente, da presença de vitamina E, melatonina e polifenóis.

Também são fontes de vitaminas como ácido fólico (B-9), piridoxina (B-6), tiamina (B-1), e minerais, caso de zinco, cobre e manganês. Além disso, apresentam níveis elevados de fibras e gorduras poli-insaturadas, dos tipos ômega-3 e ômega-6.

Todos esses nutrientes e compostos bioativos atuam em sinergia para promover os benefícios atribuídos às nozes, que incluem redução da inflamação e menor risco de doenças relacionadas a esse processo, tais como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, Alzheimer e alguns tipos de câncer.

Portanto, inclua sempre esses alimentos na sua dieta do ano inteiro.

 

(Fonte: Veja Saúde)

Ceia de Natal para pacientes oncológicos

Quando o assunto são festas de final de ano, pacientes em quimioterapia e radioterapia precisam prestar atenção no que consomem.
De acordo com Robson Moura, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e da Sociedade Brasileira de Cancerologia, não há proibições quanto à alimentação. A orientação é somente evitar alimentos gordurosos, pois eles podem potencializar efeitos indesejados da químio, como náuseas, enjoos e diarreia.

”Os alimentos muito gordurosos, como rabanada, coxa de frango com pele, carne vermelha, além dos embutidos, dependendo do paciente, podem causar mal-estar. Por isso, opte por porções reduzidas e coma em intervalos pequenos. Comece com as saladas, queijo branco, nozes, castanhas e frutas”, diz ele.

Em relação às carnes, opte por carnes magras, como frango, e se possível, grelhadas. Se for comer peru, prefira a parte do peito e retire a pele. Asse com uma pouca quantidade de óleo. Lombo suíno também pode ser uma boa pedida, mas ele deve ser assado. “Hoje, a carne de porco tem menos gordura que a carne de boi, pois são animais criados em cativeiro. Além disso, pacientes em quimioterapia criam um pouco de aversão a carne vermelha, não conseguem comer. Por isso, é bom evitar”, completa.

Em relação ao consumo de bebidas, prefira sucos naturais ao invés de refrigerantes e fuja das bebidas alcóolicas, pois o álcool pode piorar as lesões na boca (mucosites) e dificultar a cicatrização. “Também pode haver efeitos colaterais indesejáveis, como náuseas”, diz Moura.

Dica importante: se for passar o Natal ou o Ano Novo em algum restaurante, certifique-se de que seja confiável e não consuma alimentos crus.

Para os que forem passar as festas em casa, separamos duas receitas leves e saudáveis que podem ser incluídas no cardápio*:

Salada de Frango

  • 100 g de peito de frango
  • 1 pé de alface americana
  • 2 colheres de chá (cheias) de cebola picada
  • 1 colher de sopa (cheia) de pimentão vermelho picado
  • 1 colher de café de azeite
  • 10 gotas de limão
  • 1 colher de café de salsa e cebolinha
  • Sal a gosto

Modo de preparo: Higienize o alface, a salsinha, a cebolinha e o limão. Lave bem o pedaço de frango e passe limão e sal. Cozinhe em água com metade da cebola. Deixe a água secar um pouco. Reserve o frango e deixe esfriar. Depois de frio, resfrie o frango e reserve. Faça um molho batendo bem a cebola picada, com o azeite, o pimentão, a salsa e a cebolinha, um pouquinho de água e sal. Misture o molho com o frango. Distribua o alface ao redor de uma travessa, coloque o frango no centro e sirva.

Filé de peixe com requeijão

  • 1 kg de filé de pescada
  • 1 xícara de (chá) de molho de tomate
  • Suco de 2 limões
  • 1 xícara de chá de requeijão light
  • Queijo parmesão ralado grosso
  • Sal a gosto

Modo de preparo: Tempere o peixe com sal e limão. Arrume-os numa travessa refratária e regue com molho de tomate e requeijão. Polvilhe com o parmesão. Leve ao forno por aproximadamente 30 minutos ou até que esteja gratinado.

(*) receitas extraídas do livro Comida que Cuida, editado pela Sanofi Aventis. 

Consumo de pimenta pode reduzir riscos à saúde em até 26%, aponta estudo

Uma pesquisa preliminar, apresentada na última sexta-feira (13) na American Heart Association aponta que o consumo regular de pimenta reduz chances de morte por hipertensão, câncer e atua prolongando a expectativa de vida em geral.

Conduzido pelo Dr. Bo Xu, cardiologista da Cleveland Clinic’s Heart, Vascular & Thoracic Institute, o estudo reuniu e revisou extensabibliografia sobre os benefícios do consumo de pimenta em uma dieta balanceada. Ao todo, foram analisados os resultados de 4 729 pesquisas que contaram com mais de 570 mil participantes.

O resultado, por fim, apontou para boas recuperações quando o condimento é utilizado pelo paciente de maneira cotidiana. O risco de morte por doenças cardiovasculares caiu 26%, enquanto as chances do mesmo ocorrer por câncer caem em 23%. Além disso, há uma redução de 25% no risco de morte por motivos gerais.

“Ficamos surpresos ao descobrir que, nesses estudos publicados anteriormente, o consumo regular de pimenta-malagueta foi associado a uma redução geral do risco de todas as causas, [doenças cardiovasculares] e mortalidade por câncer”, afirmou o Dr. Bo Xu.

Já se era sabido, por estudos nutricionais, que a pimenta tem efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e reguladores da glicemia no organismo humano. No entanto, não existia uma definição sobre a atuação em testes empíricos, como os realizados pelo Dr. Bo Xu e seu time.

“As razões e mecanismos exatos que podem explicar nossas descobertas, entretanto, são atualmente desconhecidas. Portanto, é impossível afirmar de forma conclusiva que comer mais pimenta pode prolongar a vida e reduzir as mortes, principalmente por fatores cardiovasculares ou câncer. Mais pesquisas, especialmente evidências de estudos randomizados controlados, são necessárias para confirmar esses achados preliminares.”, completou o Dr. Bo Xu.

Após a apresentação, o estudo é encaminhado para revisões por outros pesquisadores e então deve ser publicado em revistas especializadas, caso seja aprovado pelos pares.

Fonte: Futurism

 

Só 13% dos brasileiros comem frutas e hortaliças adequadamente

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada recentemente pelo IBGE, não trouxe uma boa notícia quando o assunto é alimentação saudável.

A parte da pesquisa referente ao “Consumo alimentar” mostra que apenas 13% dos brasileiros consumiram a quantidade ideal de hortaliças regularmente em sua alimentação. Esse percentual é preocupante, considerando que em 2013 o percentual era de 37,3%, uma queda considerável.

O próprio IBGE, na apresentação do item “Consumo alimentar”, atesta que entre os alimentos considerados marcadores de padrões saudáveis de alimentação estão as frutas e hortaliças, feijão e alimentos não ou minimamente processados protetores para doenças crônicas, ao passo que refrigerantes e alimentos ultraprocessados seriam marcadores de padrões não saudáveis de alimentação.

Por isso, “como novidade da PNS 2019, e em consonância com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014, foi investigado o consumo de alimentos ultraprocessados, considerado um fator de risco para a saúde das pessoas.

A conclusão: 14,3% da população (algo em torno de 30,3 milhões de pessoas) consomem regularmente “alimentos” ultraprocessados. Nas áreas urbanas o consumo é maior: 15,4%. No Sul, 19,9%; no Sudeste, 16,4%.

Você não precisa fazer parte desta estatística e pode começar hoje mesmo a fazer escolhas melhores, concorda? 

.

.

.

.

.

(Fonte: IBGE/Brasil247)

Ser vegetariano é coisa de rico? Dieta é mais acessível do que você pensa

Você é aquela pessoa que sempre gostou da ideia de vegetarianismo, mas nunca colocou em prática por acreditar que o dinheiro é essencial para manter esse tipo de alimentação? Então aqui vai uma boa notícia: para ser vegetariano ou mesmo vegano não é preciso ter uma boa condição financeira. Vontade já é o suficiente.

Os vegetarianos têm uma vasta gama de alimentos disponíveis, como as leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, soja), ricas em proteínas vegetais, que combinadas com outras categorias alimentares nutrem o corpo da mesma forma que as de origem animal. E tudo isso gastando pouco.

“É perfeitamente possível manter uma alimentação vegetariana ou vegana gastando pouco e ainda assim garantir o consumo adequado de todos os nutrientes essenciais”, afirma Tainá Gaspar, nutricionista pela USP (Universidade de São Paulo), especialista em alimentação vegetariana e comportamento alimentar.

No entanto, quando a pessoa quer um substituto parecido com a carne, aí sim, a dieta se torna restrita e elitizada. “Para equilibrar esse estilo de alimentação não é necessário recorrer a produtos industrializados, da moda ou gourmet, que, sem dúvida, são mais caros, mas sim buscar a nutrição em alimentos pouco processados, mais acessíveis, já presentes na cultura alimentar brasileira e importantes para qualquer um que busca uma alimentação balanceada”, diz a nutricionista.

Dicas para uma alimentação vegetariana mais barata:

Prefira produtos menos processados;

Cozinhe em casa e amplie o repertório culinário;

Prefira frutas, verduras e legumes da época, porque, além de mais saborosos e nutritivos, são mais baratos;

Vá à feira no final do expediente, na famosa hora da xepa;

Compre cereais, leguminosas e outras sementes em lojas que vendem à granel, como em zonas cerealistas.

 

(Fonte: Veja)

 

 

Começa campanha Dezembro Laranja, alertando sobre câncer de pele

Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.

 

Desde então, sempre no último mês do ano, são realizadas diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

A ação completa sete anos em 2020 e em decorrência da pandemia do novo coronavírus será feita exclusivamente no formato digital em todos os canais de comunicação da SBD, começando no dia 1 de dezembro. O tema escolhido enfatiza que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar na infância.

 

(Fonte: SBD)

Dia Nacional de Combate ao Câncer: 74% dos pacientes interromperam tratamento na pandemia

O medo de contágio do novo coronavírus fez com que 74% dos pacientes que têm câncer interrompessem o tratamento durante a pandemia. O dado foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Nesta sexta-feira, 27, especialistas de todo o Brasil chamam atenção para o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

De acordo com o levantamento, os oncologistas entrevistados tiveram um ou mais pacientes que interromperam ou adiaram o tratamento por mais de um mês. Além disso, as sociedades brasileiras de Patologia e Cirurgia Oncológica calcularam que, somente entre março e maio deste ano, 50 mil pessoas deixaram de realizar exames para a identificação da doença no país.

O câncer não espera o fim da covid-19. A recomendação dos oncologistas é de que o rastreamento e tratamento não parem em função da pandemia. “É preciso se adaptar aos novos tempos e não deixar a saúde de lado. A nossa recomendação é que o paciente tome todos os cuidados e siga as recomendações de saúde, como sempre usar as máscaras de proteção e também higienizar as mãos constantemente”, lembra o médico Carlos Teixeira. Além dos cuidados pessoais, é importante estar atento se a unidade de saúde segue também todos os protocolos de segurança.

No caso dos tumores de pulmão, a procura por ajuda teve uma queda de 30% em 2020, segundo o Radar do Câncer, iniciativa do Instituto Oncoguia, disponível no portal. Neste ano, uma média de 6.697 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciaram tratamento sistêmico para o câncer de pulmão, ante a média nos últimos quatro anos de 9.650 pacientes/ano.

Apesar de ser responsável por uma em cada cinco mortes por câncer no Brasil, ainda há dificuldade em conseguir identificar precocemente a doença que, quando diagnosticada na fase inicial, tem maior taxa de sobrevida. Na pandemia, a média dos procedimentos de biópsias de pulmão caiu 25,6% quando comparado os meses de março a agosto de 2019: no ano passado, foram realizadas 1.190 biópsias contra 885 no mesmo período de 2020.

(Fonte: Estadão)